quarta-feira, 27 de novembro de 2013

O batismo do poeta



O mar era revolto, a tempestade
parecia querer o fim de tudo...
Nuvens cinzentas lá, de um céu sisudo,
despejava o seu pranto. Que maldade!

Dizia um lenço branco, da cidade:
-Será grande o sofrer, eu não me iludo!
Enquanto navegava, o barco, mudo,
diante da cruel fragilidade.

E gritava a razão, muito inquieta:
-Segure o leme, aguente coração,
é preciso alcançar a nova meta,

embora não pareça a solução!
Era o batismo do jovem poeta,
Timoneiro da triste embarcação.

Gilson Faustino Maia

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