domingo, 30 de novembro de 2014

Quando surge a saudade







Você fugir de mim? Não adianta...
Sou pássaro pousado no seu muro;
pirilampo piscando em seu escuro;
o seu grito engasgado na garganta.


A minh’alma aos seus pés, imagem santa...
Num mar de ansiedade que eu aturo,
é você, meu amor, porto seguro
cada vez que a saudade se levanta.


Sigo esticando a vida e sei que um dia
eu sairei da simples poesia
para surgir em flor no seu jardim.


O vento traz de longe o seu recado
que deixo no meu peito bem guardado,
e a vida vai fugindo assim de mim.
                                                                            
                                                                           Gilson Faustino Maia

domingo, 16 de novembro de 2014

Fala!



    Fala, ao curtir meu olhar,
mesmo na fotografia:
- Eu nasci para te amar
dia e noite, noite e dia,
no céu, na terra, no mar,
nas linhas da poesia.

Fala, já que te amo tanto,
jamais me esconda a verdade.
Fala que enxuga o meu pranto
e mata minha ansiedade.
Fala, eu aguardo o teu canto
sob o lençol da saudade.

Gilson Faustino Maia

sábado, 15 de novembro de 2014

Soneto da madrugada



Um dia o anjo lembra e toca o sino.

Por que não aceitar o tal convite?
Minha estrada é de pó, veja, acredite,
por que não me chamou quando menino?

É hora de passar o pente fino.
O anjo está querendo que eu me irrite!
Olhe agora em meus olhos, não me evite...
Eu acho que ele quer meu desatino!

Dancei no calendário, palmo a palmo...
Percorri, inteirinha, a minha estrada...
E o anjo, lá no Céu, cantando Salmos...

É tarde... Até o Demo dá risada...
Lá fora a chuva cai, mas estou calmo
escrevendo, escrevendo... É madrugada!


            Gilson Faustino Maia

terça-feira, 4 de novembro de 2014

APAIXONADO



Nesse mundo de sonhos nós vivemos
carregando esperanças e saudade.
Olhando para o céu, às vezes cremos
que a fantasia é pura realidade.

Pensamos muito, mas o que sabemos?
Existe o amor ou só a ansiedade?
E o sentimento que por dentro temos,
grande projeto de felicidade?

O mundo é ilusão ou poesia?
Quem está certo e quem terá razão?
Caminhamos em busca de alegria,

no mesmo sonho e mesma solidão.
Como viver assim, ai, quem diria,?
Vivo perdido, imerso na paixão.

Gilson Faustino Maia