segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Musa da saudade



Abra a janela, ó musa da saudade,
quem sabe um dia eu passe novamente
e nosso olhar se cruz e, de repente,
fazendo renascer felicidade.

Passou o tempo, é claro, a mesma idade
dos sonhos já não temos, mas contentes,
ainda ficaremos. A semente
do amor guardamos para a eternidade.

E quem disse que à tarde o sol não brilha?
Sob as cinzas existe caloria.
É só seguir as letras da cartilha,

a rima é sempre igual na poesia.

O tempo passa e é sempre uma armadilha
porém não morre nunca a simpatia.
Gilson Faustino Maia

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