domingo, 3 de novembro de 2013

A MINHA CRUZ



É quando o amor caminha a passos lentos
e a ingratidão a passos de gigante,
que o desespero surge e, nesse instante,
toma conta dos nossos pensamentos.

A ansiedade destrói, nesses momentos
já nem pensamos mais nos nossos atos.
Perdão, Senhor, não julgue um desacato
de minha parte certas atitudes. 

Chorando eu peço, por favor me ajude
a não jogar a minha cruz no mato.
O mundo é belo, a vida é formidável!
Porém a fé nem sempre um bom tamanho. 

É triste isso afirmar, até me acanho, 
minh’alma fica em estado deplorável, 
mas sei que o humano é mesmo um miserável,
não preparado para certos fatos,

mesmo um doutor ou falso literato.
Mas mesmo eu sendo um pobre pecador, 
volto a pedir me ajude, por favor, 
a não jogar a minha cruz no mato.


Gilson Faustino Maia

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