quinta-feira, 31 de março de 2016

Vida nova - (Parabéns!)



 

Sou feliz por você, luz que irradia

alegria total, felicidade.

No caminho da paz, longe a saudade,

na inspiração, divina poesia.

 

Na minha voz não tem hipocrisia,

na minha rima apenas a verdade.

O meu poema tem dignidade,

no seu olhar não há melancolia.

 

Obrigado, Senhor, estou contente,

abriste a estrada, tudo está bonito.

 A musa segue um rumo diferente,

 

os pés no chão e a mente no infinito.

Assim é a vida, quem é paciente

encontra o amor um dia, eu acredito.

 

Gilson Faustino Maia

sexta-feira, 25 de março de 2016

Ansiedade


E quando o Pai, estrelas construía,

com toda essa beleza que se vê,

nascia no universo a poesia,

assim, como depois, nasceu você.

 

E veio para o mundo em que eu vivia

escrevendo, escrevendo, e Ele não lê.

Se veio Dele o dom e a ousadia,

pergunto: -E o desencontro, então, por quê?

 

Por que foi que me deu capacidade

de sonhar e de amar você assim?

Certamente marcou pra eternidade

 

o nosso doce lar noutro jardim.

Por enquanto somente a ansiedade,

e essa loucura que não chega ao fim.

 

 

Gilson Faustino Maia

quinta-feira, 17 de março de 2016

O interfone


 

Era um botão, mas não qualquer botão.

Quando eu tocava a fêmea respondia;

eu lhe falava o que ela já sabia:

- É seu poeta, amor, sua paixão!

 

A senha milagrosa, que emoção!

O endereço certo da poesia

onde a história de amor acontecia.

Uma entrega feliz do coração.

 

E, assim, tornei-me um rei desse castelo!

Plantei sementes de felicidade.

Um paraíso simples, porém belo,

 

e, de onde eu levarei pra eternidade,

enfeitando o meu peito, tão singelo,

da história, a linda flor ... Uma saudade.

 

Gilson Faustino Maia

domingo, 13 de março de 2016

Sempre um parto quando eu parto


Se eu pudesse te amar como eu queria,

ou como eu quero, o verbo pouco importa...

Importa é estar aberta sempre a porta

de um peito recheado de poesia.

 

 

Na viagem dos sonhos, que agonia!

A estrada é perigosa e sempre entorta

o amor, a condução que nos conforta,

e passa a ser chamada fantasia.

 

 

Real ou fantasia, na verdade,

cada um tem seu modo de sentir,

na busca pela tal felicidade.

 

 

Aberta a porta, eu deixo então sair

mais versos, mais amor e mais saudade

que, poeta, não canso de parir.

 

 

Gilson Faustino Maia