É
minha eterna musa, tão distante,
razão
do meu viver apaixonado.
Bendito
o Pai que fez tão caprichado
as
linhas do seu corpo, seu semblante.
Eu
paro e sonho e vejo a cada instante
seu
lindo olhar na mente, então, gravado,
porém
nem tudo é céu, sou despertado
e
deixo o paraíso dos amantes.
E
volto à terra, à dura realidade,
o
palco da tortura e da saudade,
às
sombras de uma vida em solidão.
E
mergulho febril na poesia
lembrando
a musa, fonte de alegria,
o meu foco de luz, de inspiração.
Gilson
Faustino Maia
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