quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Espumas que se apagam




Era a esteira de espuma a realidade
de quem, enfim, partira mundo afora.
Pra quem ficou, tristeza e pranto agora.
Pra quem partiu, as marcas da saudade.

Foi preciso partir, eis a verdade!
Mas se manda a razão, o peito chora.
A lágrima desliza sem demora,
só de lembrar dessa calamidade.

E sopra o vento, segue a embarcação...
O que ficou, ficou, não volta mais.
O pranto salga o mar, o céu diz não.

As decisões divinas são fatais.
As espumas se apagam, tudo então
chega ao final, o amor ficou no cais.

Gilson Faustino Maia

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