segunda-feira, 30 de maio de 2016

Promessa


Quando você partiu, que ingratidão!

Além de carregar minha alegria,

também levou, da minha poesia,

o alimento, a minha inspiração.

 

Quis apagar seu rastro, que ilusão!

Esqueceu-se da nossa sintonia?

Sol e lua no céu, a poesia,

nossa força e instrumento de união.

 

É com o amor que eu tenho compromisso;

deixe o tempo passar, não tenho pressa.

Furacão, tempestade, e eu com isso?

 

Porém a sua voz, isso interessa.

É grande o amor, jamais esqueça disso,

pois, “para sempre”, foi nossa promessa.

 

 

Gilson Faustino Maia

sábado, 21 de maio de 2016

Embaraço



 

Pode fechar a tampa, meu amor,

já completou-se tempo em vão marcado.

Podia ser melhor, mais demorado...

Acabou-se meu mundo de esplendor.

 

Há de vir um poeta sonhador,

completar o trabalho iniciado,

porém com mente própria e preparado

para poder seu sonho ter valor.

 

Fiz o que eu pude e fui incompreendido...

Várias vezes eu quis não ter nascido,

mas a vida é assim, quanto embaraço...

 

Os motivos são claros, contundentes,

quando a desilusão envolve a gente,

o corpo ganha um berço e a alma o espaço.

 

Gilson Faustino Maia

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Promessa cumprida


e quanta coisa eu tinha pra dizer...

Dizer que não podia acontecer,

porém aconteceu. Paz conturbada!

 

Foi minha quietude, planejada,

nada faria pra lhe aborrecer.

A vida continua, o anoitecer

não nos impede a próxima alvorada.

 

Porém o ódio, a fria incompreensão,

isto sim, atrapalha o novo dia.

Precisamos de amor no coração

 

para entender, da vida, a poesia.

O Pai sempre é o Primeiro e, proteção,

buscarmos na matéria, é idolatria.

 

Gilson Faustino Maia