sábado, 25 de junho de 2016

Indiferença


 

 

Conforme eu prometi, fui às alturas,

galopando na minha fantasia.

Eu viajava, mas você dormia,

não quis participar dessa aventura.

 

Que beleza, o passeio, que ventura!

De lá eu fiz chover mil poesias...

E as flores que você sempre queria,

lá nas nuvens eu fiz semeadura.

 

Fiz chover ramalhetes e poemas.

Que você gostaria, estava certo,

Porém não entendi qual o problema...

 

Você nem, do presente, chegou perto.

Mais um desdém ao filho de Iracema,

pois o seu guarda-chuva estava aberto.

 

Gilson Faustino Maia

 

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Confirmação


Ensina-me a viver, conheço a morte...

Da vida o que eu conheço é só saudade.

Usa as chaves do amor e da amizade

e atinge o nosso peito astuta e forte.

 

Ensina-me a ser rei, que eu me transporte

de escravo a poderoso de verdade,

capaz de destruir a falsidade

dessas paixões que existem por esporte.

 

Ah, se eu soubesse, poeta, eu lhe diria!

Enfim, você falou e a melodia

da sua voz, gravei, até porquê,

 

era a declaração de uma rainha

Que, triste, confirmava o amor que tinha:

- Não sofreria tanto por você!

 

Gilson Faustino Maia

sábado, 4 de junho de 2016

Quem dera!


Quem dera que já fosse primavera

e quem dera que eu visse no teu rosto,

sempre alegre, feliz e bem disposto,

um sorriso constante à minha espera.

 

Mas o mundo é cruel, o mundo é fera,

faz a gente viver a contragosto.

É uma rima infeliz que perde o gosto

e o poema inteirinho degenera.

 

Quem dera meu viver longe do inverno

onde eu possa encontrar rumos diversos.

Quem dera fosse o céu e não o inferno

 

a fonte permanente dos meus versos,

e quem dera ao poeta, o Pai Eterno,

abrisse, enfim, as portas do universo.

 

Gilson Faustino Maia

 

 

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Celebração do amor





Um anjo diz amém, o trem apita...

O que era longe fica bem pertinho.

Uma saudade vira mil carinhos,

acontece, você não acredita?

 

A vida fica assim, bem mais bonita.

Novo apito do trem, prepara o vinho,

escute desde agora o burburinho.

É o povo em festa que a estação agita!

 

Celebração do amor, toda a cidade

deseja ver, também quer festejar;

aplaude ao ver chegar felicidade.

 

Cada rosto, um sorriso singular.

É o sonho, transformado em realidade,

conjugando, feliz, o verbo amar.

 

Gilson Faustino Maia