quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Saindo por aí


 

Ela pensou, pensou, talvez demais,

também pensei, pensei... Eu sei pensar?

Fico olhando o infinito e meu olhar

num vazio se encontra com meus ais.

 

Não quero mais pensar, nem ler jornais.

Haja estrada eu só quero caminhar.

Pra que a minha vida analisar?

Os sabidos só pensam ser os tais.

 

Este mundo é o altar dos sacrifícios.

Um descuido e se cai qual passarinho.

Conversa vai, conversa vem, mil artifícios,

 

sedução adornada de carinhos,

mas o amor, onde está, apenas vícios?

Saindo por aí, quero um caminho!

 

Gilson Faustino Maia

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Responda-me, eternidade!


Perdi você no início do caminho.

Eu não quis apostar no sofrimento,

mas tudo em vão, só encontrei lamentos,

tristezas, vendavais, dores, espinhos,

 

um mundo em constante desalinho,

mas em você ligado o pensamento.

Não há como inventar esquecimento,

então choro em meu canto, bem baixinho.

 

É quando a tarde cai e o sol se deita,

que aumenta em minha mente essa saudade.

Quem planta colhe, é hora da colheita?

 

Mas só plantei o bem, eis a verdade!

Então qual a razão dessa receita?

Essa pergunta eu faço à eternidade.

 

Gilson Faustino Maia

 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Despedida!


Assim como você, também a sorte,

desejou que eu seguisse outro caminho...

Nem quis saber se ali havia espinhos.

Tudo bem que você já não se importe.

 

Hei de encontrar, um dia, esse tal norte

nesse mundo sem fim, triste e sozinho,

até quando o meu Pai mostrar-me o ninho

reservado, pra mim, após a morte.

 

Eu seguirei no dorso de um poema,

não atrapalharei mais sua vida.

No meu peito, a saudade, sem problemas...

 

Mas se, a noite, aos meus sonhos, der guarida,

permita-me seguir o antigo tema

e falar pra você: - Minha querida!

 

Gilson Faustino Maia

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Frutos encantadores


Mais um dia passou, você não veio

e nem viu que deixei a porta aberta.

Enfim, a madrugada foi deserta...

Foi orgulho demais ou foi receio?

 

Nem viu meu coração partido ao meio...

Deixe essa ideia estranha, fique esperta!

A hora é essa, agora, esteja certa,

um Deus maior é sempre o nosso esteio.

 

Será, talvez, a gula o mal do mundo

que fez Eva aceitar a tal maçã?

Pensasse, Adão, apenas um segundo,

 

não perderia as glórias do amanhã.

Um grande amor seria mais fecundo,

não fosse o doce encanto da romã.

 

Gilson Faustino Maia