quinta-feira, 30 de outubro de 2014

MANIA DE AMAR


Cala o poeta, cessa, inteiro, o canto.
Olhando a estrada, já não quer cantar.
Não olha mais o céu, não quer luar,
guarda a viola, esconde os seus encantos.


Deixa descer, da noite, o negro manto;
O mundo é uma ilusão, como sonhar?
Tudo é rotina, a mesma praia, o mar...
Porém, ó musa, não precisa espanto!

Olhe em meus olhos, têm o mesmo amor,
mesma ternura que você não vê,
um sentimento nobre, encantador

que não pode evitar, também por que
evitaria se ele tem valor?
Tudo é mania de amar você.
                                  Gilson Faustino Maia