sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

CONFISSÃO



Eu já não minto, amor, eu me condeno.
Eu revelo o que sinto no meu peito,
que não sabe o que é certo e o que é direito
e não teve, da sorte, o nobre aceno.


Os mistérios do amor eu, tão pequeno,
envolvido por tantos preconceitos,
registrei no meu ser, quase desfeito,
nas noites de luar tão puro e ameno.


És meu raio de luz na escuridão.
És um fato gravado, eu não te esqueço.
A pedra preciosa do meu chão.


E, nos braços da noite, eu, que enlouqueço,
confesso com meu grito à imensidão:
-És, do amor, a essência que padeço!


Gilson Faustino Maia

Nenhum comentário:

Postar um comentário