Eu já não minto, amor,
eu me condeno.
Eu revelo o que sinto
no meu peito,
que não sabe o que é
certo e o que é direito
e não teve, da sorte, o nobre aceno.
Os mistérios do amor
eu, tão pequeno,
envolvido por tantos
preconceitos,
registrei no meu ser,
quase desfeito,
nas noites de luar tão
puro e ameno.
És meu raio de luz na
escuridão.
És um fato gravado, eu
não te esqueço.
A pedra preciosa do
meu chão.
E, nos braços da
noite, eu, que enlouqueço,
confesso com meu grito
à imensidão:
-És, do amor, a
essência que padeço!
Gilson Faustino Maia
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