Sofre o poeta e quando o sofrimento
atinge um grau maior, o da explosão,
bem antes de partir seu coração,
transforma em poesia o seu lamento.
E, assim, alguém dirá nesse momento:
- Que poema, meu Deus! Qual a razão
que leva alguém às raias da paixão?
Tudo será verdade, ou grande invento?
Sensível, o poeta sente e chora;
e ri dessa tristeza que o apavora,
espantando a saudade que o atormenta.
Ao ler o seu poema, alguém murmura:
- Quem será, afinal, a criatura
que chora e ri enquanto, a vida, aguenta?
Gilson Faustino Maia
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