Ergo
os olhos ao céu, procuro a lua.
Eu
quero a luz que afaga, que inebria;
quero
colher, do alto, a poesia
que,
como inspiração, no ar, flutua.
A
abóbada celeste, toda nua,
desfila
ao meu olhar que se extasia,
mas
não produz o efeito que eu queria
tal
qual sempre encontrei na imagem tua.
Porém
vi, ó musa, que o universo
só
nos fala de paz, e fiz meu verso
inspirado
no amor que eu encontrei.
Entendi
a razão da nossa vida,
o
presente que o Pai nos deu, querida:
“Amai-vos
sem cessar, eis minha Lei!”
Gilson
Faustino Maia
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