domingo, 17 de janeiro de 2016

Adeus, ó musa!


Disse o poeta à musa em tom queixoso:

-O tempo passa, amor, assaz ligeiro

e o mundo é encantador, é prazenteiro,

ao lado teu, o ar é mais gostoso!

 

O verso sai assim, belo, formoso,

e vem a inspiração o dia inteiro

falando de um amor bem verdadeiro,

capaz de extremos, puro, corajoso.

 

Mas é questão de tempo, acaba um dia.

O que fica, afinal? Só poesia,

mais uma história num caderno escrita.

 

Um dia vem o vento da desgraça,

a velha feia vem e entorna a taça,

e adeus, adeus ó musa favorita!

 

Gilson Faustino Maia

 

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