Disse o poeta à musa
em tom queixoso:
-O tempo passa, amor,
assaz ligeiro
e o mundo é
encantador, é prazenteiro,
ao lado teu, o ar é
mais gostoso!
O verso sai assim,
belo, formoso,
e vem a inspiração o
dia inteiro
falando de um amor bem
verdadeiro,
capaz de extremos,
puro, corajoso.
Mas é questão de
tempo, acaba um dia.
O que fica, afinal? Só
poesia,
mais uma história num
caderno escrita.
Um dia vem o vento da
desgraça,
a velha feia vem e
entorna a taça,
e adeus, adeus ó musa
favorita!
Gilson Faustino Maia
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