Quem dera que já fosse primavera
e quem dera que eu visse no teu rosto,
sempre alegre, feliz e bem disposto,
um sorriso constante à minha espera.
Mas o mundo é cruel, o mundo é fera,
faz a gente viver a contragosto.
É uma rima infeliz que perde o gosto
e o poema inteirinho degenera.
Quem dera meu viver longe do inverno
onde eu possa encontrar rumos diversos.
Quem dera fosse o céu e não o inferno
a fonte permanente dos meus versos,
e quem dera ao poeta, o Pai Eterno,
abrisse, enfim, as portas do universo.
Gilson Faustino Maia
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