sábado, 4 de junho de 2016

Quem dera!


Quem dera que já fosse primavera

e quem dera que eu visse no teu rosto,

sempre alegre, feliz e bem disposto,

um sorriso constante à minha espera.

 

Mas o mundo é cruel, o mundo é fera,

faz a gente viver a contragosto.

É uma rima infeliz que perde o gosto

e o poema inteirinho degenera.

 

Quem dera meu viver longe do inverno

onde eu possa encontrar rumos diversos.

Quem dera fosse o céu e não o inferno

 

a fonte permanente dos meus versos,

e quem dera ao poeta, o Pai Eterno,

abrisse, enfim, as portas do universo.

 

Gilson Faustino Maia

 

 

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