Se eu pudesse te amar como eu queria,
ou como eu quero, o verbo pouco
importa...
Importa é estar aberta sempre a porta
de um peito recheado de poesia.
Na viagem dos sonhos, que agonia!
A estrada é perigosa e sempre entorta
o amor, a condução que nos conforta,
e passa a ser chamada fantasia.
Real ou fantasia, na verdade,
cada um tem seu modo de sentir,
na busca pela tal felicidade.
Aberta a porta, eu deixo então sair
mais versos, mais amor e mais saudade
que, poeta, não canso de parir.
Gilson Faustino Maia
Nenhum comentário:
Postar um comentário