domingo, 13 de março de 2016

Sempre um parto quando eu parto


Se eu pudesse te amar como eu queria,

ou como eu quero, o verbo pouco importa...

Importa é estar aberta sempre a porta

de um peito recheado de poesia.

 

 

Na viagem dos sonhos, que agonia!

A estrada é perigosa e sempre entorta

o amor, a condução que nos conforta,

e passa a ser chamada fantasia.

 

 

Real ou fantasia, na verdade,

cada um tem seu modo de sentir,

na busca pela tal felicidade.

 

 

Aberta a porta, eu deixo então sair

mais versos, mais amor e mais saudade

que, poeta, não canso de parir.

 

 

Gilson Faustino Maia

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