quinta-feira, 17 de março de 2016

O interfone


 

Era um botão, mas não qualquer botão.

Quando eu tocava a fêmea respondia;

eu lhe falava o que ela já sabia:

- É seu poeta, amor, sua paixão!

 

A senha milagrosa, que emoção!

O endereço certo da poesia

onde a história de amor acontecia.

Uma entrega feliz do coração.

 

E, assim, tornei-me um rei desse castelo!

Plantei sementes de felicidade.

Um paraíso simples, porém belo,

 

e, de onde eu levarei pra eternidade,

enfeitando o meu peito, tão singelo,

da história, a linda flor ... Uma saudade.

 

Gilson Faustino Maia

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