sábado, 13 de fevereiro de 2016

Responda-me, eternidade!


Perdi você no início do caminho.

Eu não quis apostar no sofrimento,

mas tudo em vão, só encontrei lamentos,

tristezas, vendavais, dores, espinhos,

 

um mundo em constante desalinho,

mas em você ligado o pensamento.

Não há como inventar esquecimento,

então choro em meu canto, bem baixinho.

 

É quando a tarde cai e o sol se deita,

que aumenta em minha mente essa saudade.

Quem planta colhe, é hora da colheita?

 

Mas só plantei o bem, eis a verdade!

Então qual a razão dessa receita?

Essa pergunta eu faço à eternidade.

 

Gilson Faustino Maia

 

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