segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Despedida!


Assim como você, também a sorte,

desejou que eu seguisse outro caminho...

Nem quis saber se ali havia espinhos.

Tudo bem que você já não se importe.

 

Hei de encontrar, um dia, esse tal norte

nesse mundo sem fim, triste e sozinho,

até quando o meu Pai mostrar-me o ninho

reservado, pra mim, após a morte.

 

Eu seguirei no dorso de um poema,

não atrapalharei mais sua vida.

No meu peito, a saudade, sem problemas...

 

Mas se, a noite, aos meus sonhos, der guarida,

permita-me seguir o antigo tema

e falar pra você: - Minha querida!

 

Gilson Faustino Maia

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