segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Rastros derradeiros


Eu cansei de lutar na escuridão,

numa guerra infeliz de um alto preço.

Eu preciso de luz, sei que mereço,

pois é feito de amor meu coração.

 

Bem-te-vi, lá na mata em solidão,

sempre disse que viu, eu não me esqueço.

Viu o quê? Viu as dores que eu padeço?

Mas senti-las, não pode, eis a questão.

 

Já cansei de assistir cenas horríveis,

sou do grupo, talvez, dos mais sensíveis...

Eu não posso fugir da minha meta.

 

Partirei, fugirei para a floresta,

é pra mim, simplesmente, um fim de festa,

são os rastros finais deste poeta.

 

 

Gilson Faustino Maia

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