sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

PICARDIA



 

 

Quando vires no céu nascer a lua;
quando ouvires na rama o som do vento,
para a labuta por alguns momentos
e viaja no espaço que insinua

que em momentos assim minh’alma e a tua
passeiam livres pelo firmamento.
Olha o sol, certamente estou sedento,
mas é sede de amor que em mim atua.

Estou no céu, na terra, estou no ar;
estou no amor, na paz, na poesia;
estou nas letras do verbo sonhar.

Meu peito é tua eterna moradia,
será difícil, amor, eu te encontrar.
A imensidão da terra é picardia.

Gilson Faustino Maia

Nenhum comentário:

Postar um comentário