domingo, 30 de novembro de 2014

Quando surge a saudade







Você fugir de mim? Não adianta...
Sou pássaro pousado no seu muro;
pirilampo piscando em seu escuro;
o seu grito engasgado na garganta.


A minh’alma aos seus pés, imagem santa...
Num mar de ansiedade que eu aturo,
é você, meu amor, porto seguro
cada vez que a saudade se levanta.


Sigo esticando a vida e sei que um dia
eu sairei da simples poesia
para surgir em flor no seu jardim.


O vento traz de longe o seu recado
que deixo no meu peito bem guardado,
e a vida vai fugindo assim de mim.
                                                                            
                                                                           Gilson Faustino Maia

Nenhum comentário:

Postar um comentário