Você fugir de mim?
Não adianta...
Sou pássaro pousado no seu muro;
pirilampo piscando em seu escuro;
o seu grito engasgado na garganta.
Sou pássaro pousado no seu muro;
pirilampo piscando em seu escuro;
o seu grito engasgado na garganta.
A minh’alma aos seus pés, imagem santa...
Num mar de ansiedade que eu aturo,
é você, meu amor, porto seguro
cada vez que a saudade se levanta.
Sigo esticando a vida e sei que um dia
eu sairei da simples poesia
para surgir em flor no seu jardim.
O vento traz de longe o seu recado
que deixo no meu peito bem guardado,
e a vida vai fugindo assim de mim.
Gilson Faustino Maia
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