segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

O ANDARILHO


Pela estrada da vida eu vou seguindo,
é minha cruz o pó da longa estrada.
Como doem meus pés, da caminhada!
Apesar disso tudo, eu vou sorrindo.


O sucesso e o fracasso conduzindo
como quem não transporta mesmo nada.
Um gemido, um murmúrio, uma piada,
tem o mesmo valor se estou ouvindo.


Não me queixo das dores que padeço
e não exalto as minhas alegrias.
Meus amores? Nem sei se os mereço.


Andarilho, da vida, eu conto os dias.
Quando é noite, tranquilo eu adormeço
entre as rimas das minhas poesias.



                                    Gilson Faustino Maia

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