Pela
estrada da vida eu vou seguindo,
é minha cruz o pó da longa estrada.
Como doem meus pés, da caminhada!
Apesar disso tudo, eu vou sorrindo.
O sucesso e o fracasso conduzindo
como quem não transporta mesmo nada.
Um gemido, um murmúrio, uma piada,
tem o mesmo valor se estou ouvindo.
Não
me queixo das dores que padeço
e não exalto as minhas alegrias.
Meus amores? Nem sei se os mereço.
Andarilho, da vida, eu conto os dias.
Quando é noite, tranquilo eu adormeço
entre as rimas das minhas poesias.
Gilson Faustino Maia
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