segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Se fosse...


Se fosse o amor um fato extraordinário

no seu conceito de mulher moderna,

nossa união até seria eterna;

um chão de estrelas, nosso itinerário.

 

Meu coração seria o seu sacrário,

e sua voz seria sempre terna,

e não palavra solta, assim, externa,

como as águas que descem ao estuário.

 

Se fosse o seu carinho mais sincero,

não teria surgido um lero-lero

capaz de destruir nossa alegria.

 

Nossa história seria mais feliz;

não haveria a mágoa, a cicatriz,

como rima nas minhas poesias.

 

Gilson Faustino Maia

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