segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Adeus


Adeus, eu partirei, irei aos ares

com a saudade como companhia!

Rasgarei o meu verso, a poesia

e nosso amor à sombra dos altares.

 

Eu deixarei , da paixão, lá nos pomares,

os frutos que eu confesso que queria.

O destino é cruel e tripudia,

a maré jamais enche nos meus mares.

 

Deixarei meu perfume e a minha asa

angelical guardada em tua casa

certa noite ao entrar pela janela,

 

mas não esquecerei, ó minha musa,

dos abertos botões da tua blusa

ao dormir no teu quarto, assim tão bela.

 

Gilson Faustino Maia

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