Adeus, eu partirei, irei aos
ares
com a saudade como companhia!
Rasgarei o meu verso, a poesia
e nosso amor à sombra dos
altares.
Eu deixarei , da paixão, lá nos
pomares,
os frutos que eu confesso que
queria.
O destino é cruel e tripudia,
a maré jamais enche nos meus
mares.
Deixarei meu perfume e a minha
asa
angelical guardada em tua casa
certa noite ao entrar pela
janela,
mas não esquecerei, ó minha
musa,
dos abertos botões da tua blusa
ao dormir no teu quarto, assim
tão bela.
Gilson Faustino Maia
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